Mercado

Pequenos negócios ganham mercado na SuperNorte 2016

Rodadas de Negócios atraem compradores, que fecham 100 mil dólares em um único dia

Os resultados da primeira rodada internacional de negócios promovida pelo Sebrae na SuperNorte superaram todas as expectativas. Com o fechamento efetivo de um negócio no valor de 100 mil dólares e previsões que chegam a 250 mil dólares para os próximos meses, a avaliação foi positiva: “Com a crise em que vivemos, é necessário ir além do mercado local e muitas de nossas empresas já tem maturidade para atender mercados internacionais”, comentou o diretor técnico do Sebrae no Pará, Hugo Suenaga.

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O diretor disse que apoiar a promoção de novos negócios é fundamental e a América Latina é apenas o primeiro passo. “Nossa intenção é que elas consigam atender aos países vizinhos, nesses mercados mais próximos e, em um próximo passo, estejam totalmente preparadas avançar para outros mercados”, avaliou.

A rodada de negócios reuniu 24 empresas paraenses (ofertantes) que negociaram diretamente com três empresas da Guatemala, Argentina e Equador no espaço do Sebrae na SuperNorte, que é tida como a maior Feira do segmento supermercadista do Brasil.

A ação visou promover o acesso ao mercado para as pequenas empresas, voltada para empresas do segmento de alimentos e bebidas que negociaram com compradores internacionais, em parceria com a Fiepa/CIN, e que teve como objetivo fomentar a geração de negócios, promover as exportações e a internacionalização das empresas participantes e divulgar as empresas e seus produtos.

Para Hortência Osaqui, proprietária da Fazenda Bacuri, o evento foi a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre o mercado internacional e prospectar a exportação dos seus produtos. Desde a década de 1970, ela trabalhou com o manejo do bacurizeiro, mas nos últimos três anos,  resolveu verticalizar a produção com a fabricação de licores, doces e geleias de bacuri e de outras frutas como o açaí, e o cupuaçu.

“Trabalhamos com agricultura familiar e vendemos atualmente no Pará, em Fortaleza e São Paulo. Mas o mercado para alguns produtos como a geleia, por exemplo, ainda é muito restrito no país, até por uma questão cultural, mesmo. Então queremos conhecer um pouco mais do interesse desses três países, apresentar os nossos produtos e ver de que forma podemos negociar”, disse.

Na avaliação de Sarah Saldanha, gerente de Serviços de Internacionalização da CNI, os produtos amazônicos são muito bem aceitos pelo mercado internacional, devido ao seu apelo estratégico, cores, sabores e sua rica biodiversidade. “Esse momento de Rodada é essencial para que os empresários e produtores locais tenham contato com os compradores internacionais e possam perceber a aceitação dos seus produtos”, ressaltou a profissional. E aqui no Pará, completou Raul Tavares, gerente do CIN/Pará.Raul, “Temos empresas em diversos estágios, então precisamos facilitar o contato com compradores e estimular a geração dos negócios. São essas ações que impulsionam as empresas a crescer”.

A oportunidade de expansão dos negócios também foi o motivo pelo qual o cheff e C.E.O da Benke Foods, Luciano Muramaki participou da Rodada de Negócios. Sua empresa produz algumas especiarias, como a semente de Cumaru usada para temperar carnes de caça, geleias com diversas frutas da Amazônia (abacaxi, cacau, cupuaçu, taperebá, açaí, castanha do Pará e o carro chefe da empresa: o nibs de cacau (cacau torrado e granulado); “uma espécie de suplemento alimentar que serve também para preparar sobremesas”, explicou Luciano.

Segundo o empresário, a Benk está preparada para atender o mercado internacional, “Nossa fábrica fica no município de Tucumã, sudeste do Estado e tem alta capacidade de produção. Estamos prontos para atender de pequenas a grandes demandas e aumentar, ainda mais a geração de emprego e renda para os produtores da região”, destacou.

O nibs de cacau é um produto que despertou o interesse do argentino Carlos Rabaglia, representante da importadora de produtos Gala Gourmet. Ele trabalha com produtos específicos como chocolates, cookies, biscoitos, produtos finos. “Busco produtos diferenciados. Meus clientes são donos de casas de vinho, delicatessen e principais redes de supermercado, correspondendo a cerca de 70% do mercado de Buenos Aires e províncias próximas”, explicou o negociador.

Entre os produtos de maior interesse dos negociadores da Argentina, Equador e Guatemala que estavam presentes na Rodada, o açaí também ganhou grande destaque. “Estive no Brasil ano passado e provei o açaí. Imediatamente pensei em como levá-lo para o Equador. Então pesquisei bastante e, a partir de um convite da Apex, resolvi participar dessa Rodada. Quero muito negociar o açaí, mas também tenho muito interesse por chocolates, café e geleias”, ressaltou Ruben Mantilla, gerente geral da Fhalconfoods.

Exposição

No espaço do Sebrae também houve exposição de produtos de 11 empresas atendidas pela instituição e que mostraram seus produtos e realizaram prospecção para futuros negócios. Foi o caso de Michel Bestene, da empresa Açucarados Premium, cuja marca foi lançada na ocasião. “Foi muito boa a nossa participação: conseguimos fechar negócio com o Moviecom do Amapá e já temos reunião marcada com representante de shopping de Belém”, comemora.

O estande do Sebrae reuniu produtos das empresas:  Temazon – Molhos e Temperos, de Dom Elizeu;  Filé do Mangue - massa e pata de caranguejo beneficiadas, de Bragança;  Fitobel - mel de abelha, fitomelitos e compostos com própolis, de Belém;  Maioca - picolés, sorvetes e Sundays, de Belém; Suco de Cana Vitória, de  Santa Izabel do Pará; Adaft Clean – limpa lentes, limpa telas e aromatizantes, de Ananindeua; Açucarados - pipoca gourmet, de Belém,  Vovó da Floresta - Tucupi, Goma de tapioca, molho de pimenta e farinha de mandioca, de  Santa Izabel do Pará, Vegano Vegetariano – biscoito integral de linhaça, gergelim, pimenta malagueta e castanha do Pará -  Belém; Dom Cookie - brownies, biscoitos, cookies, doces e geleias  - Belém e  LC Sistemas Softhouse – Software de gestão de empresas  – Mãe do Rio.

 

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