Indicação Geográfica

Farinha de Bragança a caminho da Indicação Geográfica

Sebrae reúne entidades públicas e privadas para unir esforços para a obtenção da certificação para os produtores

Representantes do Sebrae, entidades agro e produtoresA Farinha de Bragança está cada mais perto de ter a Indicação Geográfica. Dia 15 de março, o Sebrae no Pará reuniu no município todos os agentes envolvidos, entre produtores, instituições agro e poder público, para a assinatura do acordo de resultados do Projeto Crescer No Campo – Mandiocultura na Região de Bragança, que tem como um dos objetivos dar a entrada da solicitação do registro no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). O evento foi na sede da CDL Bragança.

A Indicação Geográfica é conferida a produtos ou serviços característicos do seu local de origem, o que lhes atribui reputação, identidade própria e os distingue de outros produtos similares no mercado.

É um instrumento de proteção contra imitações e, por garantir a origem, dá maior valor agregado ao produto, já que com o registro o consumidor passa a ter a certeza de sua legitimidade.

O trabalho para a obtenção da IG é longo e exigente, pois há vários critérios definidos pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). “Com o registro, os negócios ficam mais competitivos no mercado, pela qualidade dos produtos e garantia de sua origem. Além do mais, a Indicação estimula o desenvolvimento local e valoriza o trabalho das pessoas que lutam pela preservação da cultura de sua região”, destacou Hugo Suenaga, diretor técnico do Sebrae no Pará.

No evento, além da assinatura do acordo entre as partes envolvidas, foram apresentadas as premissas do projeto Crescer No Campo, com os desafios para os próximos dois anos e depoimento sobre a importância da IG para o desenvolvimento local, pelo gerente de Inovação e Tecnologia do Sebrae no Pará, Péricles Carvalho. Giovani Medeiros, produtor de farinha da Cooperativa Mista de Agricultores Familiares do Caeté (Coomac), falou sobre as expectativas dos produtores de Bragança para obter o IG.

“Vamos passar a ter uma produção mais qualificada e uma certificação que irá valorizar a agricultura familiar de nosso município. Hoje enfrentamos falta de organização e de apoio para comercialização. Após a Indicação Geográfica isso deve mudar, pois os consumidores irão exigir certificação da farinha que compram”, disse o produtor.

O processo de obtenção da IG da Farinha de Bragança iniciou em 2013, quando os produtores do município se interessaram em buscar o registro para a Farinha de Bragança, que sofre bastante com imitações, principalmente em feiras livres da região e de Belém.

_OLHO_

 

Foi criado um Grupo de Trabalho local, coordenado pela prefeitura e com o apoio das instituições parceiras Sebrae, Adepará, Emater, Ministério da Agricultura, UFPA, IFPA e COOMAC. O Sebrae no Pará atua como catalizador de esforços, sendo um agente indutor de todo o processo.