Mercado

Chefs paraenses conhecem cultivo de ostra na Amazônia

O objetivo é divulgar o produto e promover novas oportunidades de mercado para os produtores, que fazem parte da rede Nossa Pérola

O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas - Sebrae no Pará e Rede Nossa Pérola, em parceria com a Coentro Gastrocom, levaram no último dia 18 chefs de restaurantes de Belém para conhecer a fazenda marinha de ostras da comunidade de Santo Antonio de Urindeua, em Salinópolis. Na ocasião, além da visita, os chefs fizeram uma experiência gastronômica com experimentação ao estilo “avoado”, típico dos ribeirinhos, na Praia do Pilão, em Cuiarana.

O objetivo do Sebrae é divulgar a produção de ostras na Amazônia e promover novas oportunidades de mercado para os produtores do nordeste paraense que compõem a rede Nossa Pérola. As ostras hoje ajudam no sustento de mais de 100 famílias do nordeste paraense. “Queremos incentivar o consumo da ostra de cultivo, produzidas de forma sustentável por produtores familiares. Mostrar esse trabalho aos chefs paraenses faz com que a produção seja valorizada e a ostra tenha mais chance de ganhar os cardápios da capital”, destaca Ana Abreu, analista do Sebrae na região Caeté.

Participaram do tour gastronômico os chefs Estevan Pontes (restaurante Casa Mia), Ray (Sushi Ruy Barbosa), Carlos Malicheschi (Restaurante Verde Mar) e Roberto Satoshi (Sushi Ro) e Kenny Nogueira (Blog Arquiteto Gourmet), que na oportunidade, puderam acompanhar de perto o trabalho no cultivo e trocar experiências entre si e com os ostreicultores. “Mais do que ostras, foi possível ver como é necessário conhecer o produtor, as pessoas que estão todos os dias cultivando o que nós cozinhamos. Tudo isso aumenta o valor cultural dos nossos pratos”, disse o chef Estevan Pontes.

O chef Roberto Satoshi é um dos que já tem a ostra no cardápio de seu restaurante, graças à participação em eventos e encontros organizados pelo Sebrae para promover a ostra de cultivo. “Gosto muito da ostra pois é uma iguaria tradicional da família, meu avô, que é japonês, nos ensinou como trabalhar com o molusco. Hoje, no restaurante, temos o dia certo da ostra, que já é bastante procurada pelos clientes”.

“Estamos muito felizes com a aceitação da ostra. A cada ano aumenta bastante o número de pedidos e a vinda dos chefs ao nosso cultivo deve despertar ainda mais o interesse pela nossa produção”, espera Maria Santos, presidente da Associação dos Agricultores, Pescadores e Aquicultores do Rio Urindeua – Asapaq, de Salinópolis.

 

Nossa Pérola

As sete associações de produtores de cinco municípios formam a Rede Nossa Pérola, que disciplina o trabalho e promove ações conjuntas. Atualmente, as ostras produzidas são comercializadas nas próprias comunidades, praias, balneários e durante festivais gastronômicos. Todos os cultivos possuem licenciamento ambiental e os produtores são registrados no Ministério da Agricultura. Bares e restaurantes de Bragança, Belém e Salinópolis começaram a se interessar pelo produto e hoje já demandam cerca de 14% da produção, sendo Salinas o maior mercado consumidor. 

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